Segundo o site Wikipédia, distribuição é um dos processos da logística responsável pela administração dos materiais a partir da saída do produto da linha de produção até a entrega do produto no destino final. Após o produto pronto ele tipicamente é encaminhado ao distribuidor. O distribuidor por sua vez vende o produto para um varejista e em seguida aos consumidores finais.
Este conceito define claramente como deve ser a cadeia de distribuição equilibrada. Porém, percebemos em alguns seguimentos como de autopeças e motopeças certo desrespeito a esta regra. Vemos por exemplo, fabricantes realizando o papel de distribuidores, distribuidores realizando o papel de fabricantes, lojistas executando o papel de distribuidores e até em alguns casos, distribuidores substituindo a função que seria do lojista.
Entendo que o mercado de motopeças oferece muitas oportunidades a todos os players, porém, o que percebo é uma batalha constante de algumas empresas desejando ocupar todos os espaços possíveis na cadeia de distribuição. Guerra de preços, concorrência predatória, queda na qualidade dos produtos e serviços, isto é o que se pode perceber quando empresas deixam de fazer bem aquilo no que se especializaram, e tenho absoluta certeza que nenhuma empresa é tão boa que consiga abraçar todos os elos da cadeia e ainda desempenhar bem sua finalidade principal.
Nova visão mercadológica
Há muito que fazer antes de pensarmos em atuar em uma atividade que não somos especialistas. Em nosso segmento por exemplo, encontramos poucas empresas preocupadas em preparar seus vendedores, treiná-los e equipá-los para poder proporcionar aos seus respectivos clientes informações precisas e ágeis no ato da compra. Considero também muito importante a preparação dos colaboradores internos, pois deve ser também esta a preocupação das diversas empresas do setor, pois somente uma equipe bem motivada e focada em atender as expectativas dos clientes pode dar certo.
Enfim, as empresas que quiserem manter seus negócios e aproveitar os bons ventos do nosso mercado, deverão continuar a investir em suas organizações, principalmente em termos de tecnologia e qualificação de seus colaboradores. Desviar o foco do negócio principal pode ser perigoso e traumático para as empresas, pois os problemas e as dificuldades podem se ampliar ao longo do tempo a ponto de em um determinado momento se deparar com sérias dificuldades de manutenção do próprio negócio.
W. Hélio
09/03/11
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